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Saiba tudo sobre o estoque mínimo na cadeia de suprimentos

Saiba tudo sobre o estoque mínimo na cadeia de suprimentos

Estoque e cadeia de suprimento
Imagem: Pixbay.com

Saiba tudo sobre o estoque mínimo na cadeia de suprimentos

Para uma cadeia de suprimentos se manter em pleno funcionamento, inúmeros processos precisam atuar bem. Um desses processos é o controle do estoque mínimo, que se trata de garantir uma quantidade mínima de produtos que precisa ser mantida no estoque da empresa para evitar perda de vendas e, assim, esse estoque se manter dentro de um número saudável.

O fato é que o estoque é uma parte importante de qualquer varejista ou distribuidora, mas que pode se tornar uma dor de cabeça sem uma ferramenta de apoio. Deseja saber melhor sobre o conceito de estoque mínimo, como calcular e como ele pode ser aplicado na gestão da sua empresa?

O blog do James Tip reuniu neste conteúdo tudo aquilo que você não pode deixar de saber. Confira!

O que é o estoque mínimo?

O estoque mínimo, também chamado de estoque de reserva ou estoque de segurança, é a quantidade mínima de mercadorias disponíveis para atender sua demanda. Na prática, ele serve como um termômetro que ajuda a determinar o momento em que um novo pedido deve ser feito ao fornecedor e evitar a perda de vendas.

Dessa maneira, enquanto a reposição dos produtos não é feita, é esse estoque mínimo que vai ser armazenado para atender a demanda e evitar a falta de estoque.

Mas vale destacar aqui que esse tipo de estoque é diferente dependendo do tipo de empresa. Por exemplo, uma indústria, que tem foco na produção, se preocupa mais com o volume de insumos e matéria-prima. Enquanto isso, uma distribuidora precisa de um estoque armazenado que atenda aos seus clientes de maneira imediata.

Então, vamos supor que você é uma distribuidora. Um cliente precisou de 10 unidades de um equipamento para automatização industrial e você tinha apenas 5 disponíveis em estoque. Nesse caso, uma destas situações pode acontecer em seguida:

  1. Você tenta barganhar com seu cliente, faturando e entregando 5 disponíveis no momento e deixando as outras 5 unidades para depois;
  2. Você perde a venda e seu cliente procura outro fornecedor.

A situação 2 parece bem complicada, não é? Daqui a pouco você vai acompanhar como o cálculo deve ser feito, mas, antes, entenda quais empresas devem realizá-lo.

Quais empresas precisam atuar com estoque de segurança?

Se engana quem pensa que apenas empresas maiores precisam controlar seu estoque. Na realidade, todas as empresas, independentemente do seu porte, precisam realizar esse gerenciamento estratégico.

Como calcular o estoque mínimo?

O cálculo do estoque mínimo é feito através da fórmula Consumo médio diário X Tempo de reposição. Para você fazer esse cálculo, duas informações são relevantes: a média de produtos vendidos por dia e o prazo exato de entrega do fornecedor.

Você deve determinar a média de produtos por dia através do cálculo da saída dos produtos em um determinado período / pelo número de dias desse período. Logo, se aquela distribuidora teve o consumo de 240 unidades do equipamento X ao longo de um mês, a média de consumo diário é de 8 (240 / 30 dias).

Dessa forma, se o consumo diário do produto é  8, considerando o tempo de reposição de 20 dias, o estoque mínimo é de 160 (8 X 20 dias).

Se a empresa desejar, pode incluir ainda uma margem de segurança, que ajuda a impedir qualquer falha nesse estoque mínimo. Considerando uma margem de 15%, a quantidade adicional de produtos armazenados será de 24 unidades (160 + 15%).

E o estoque máximo? O que é?

Se por um lado a ruptura de estoque pode ser prejudicial para um negócio, por outro o estoque em excesso também pode ser negativo. Nesse sentido, o estoque máximo se refere a maior quantidade necessária em estoque para determinado produto.

Não se trata de lotar o estoque de mercadorias, mas, sim, de ajustá-lo ao perfeito atendimento da demanda, evitando-se rupturas e maiores custos. Essa quantidade é determinada através do cálculo de previsão de demanda, que consiste nesta fórmula:

  • Estoque mínimo + lote de reposição = estoque máximo

Em outras palavras, considere o estoque mínimo do exemplo anterior (160) e lote de reposição de 50. Esse cálculo resulta em 210 de estoque máximo.

Saiba que, apesar de atuarem em sentidos opostos, o estoque mínimo e estoque máximo são ferramentas complementares de gestão de estoque. Enquanto uma delas visa estabelecer um “piso”, a outra estabelece um “teto” da quantidade.

Como o estoque mínimo minimiza os prejuízos na cadeia de suprimentos?

A Cadeia de Suprimentos – que se originou de “Supply Chain”, no inglês – é um conceito que surgiu no início do século XX, com as mudanças da revolução industrial. Nela existe o chamado efeito chicote, um fenômeno que explica a distorção da percepção da falta (ruptura) ou excesso de produtos em um de seus níveis.

Saiba que existem 5 participantes importantes na Cadeia de Suprimentos: o cliente, o varejista, o distribuidor, o fabricante e o fornecedor. Agora imagine que tenha havido uma sutil mudança – não planejada – na demanda do cliente.

Essa mudança, por sua vez, pega de surpresa as outras figuras dessa cadeia, que precisam sucessivamente ir ajustando as suas demandas, como em um efeito cascata. Primeiro esse ajuste de demanda recai sobre o varejista, depois o distribuidor, o fabricante e, por fim, sobre o fornecedor.

Entende agora o porquê do nome “efeito chicote”? A figura abaixo ilustra bem o fenômeno. Dê uma olhada.

Sabendo disso tudo, existem 5 diretrizes que foram muito bem listadas pelo GTP Automation que visam minimizar esse efeito chicote nas cadeias de abastecimento.

Listamos abaixo para vocês conhecê-las, mas vamos nos concentrar apenas na diretriz que diz respeito ao estoque mínimo. Você pode acompanhar a explicação completa de cada uma das diretrizes clicando aqui.

  1. Colaboração entre as partes;
  2. Otimização de processos com tecnologia;
  3. Constante avaliação do estoque;
  4. Redução do tempo de espera e atrasos;
  5. Redução dos tamanhos de pedidos na gestão de compras e opção de preços estáveis.

Como você viu, é no item 3 (em destaque) que entra a relação com o estoque mínimo.

Os líderes logísticos que atuam na cadeia de suprimentos precisam fazer constantes avaliações do também chamado “estoque de segurança”. Só isso pode garantir uma boa relação entre estoque mínimo e máximo (que se complementam), tornando esse mínimo uma espécie de amortecedor entre oferta e demanda.

Quais são as vantagens do estoque mínimo?

Ao determinar o estoque mínimo de seus produtos, você tem diversos benefícios:

  • Estimativas muito próximas da realidade;
  • Maior tempo para agir estrategicamente;
  • Maior poder de barganha;
  • Negociação de preços melhores e, portanto, melhor faturamento;
  • Evita a falta de giro do estoque;
  • Evita perdas, avarias, desperdícios e outras complicações;
  • Manejo e organização mais fácil;
  • Entre outros.

Existe alguma desvantagem no estoque mínimo?

Sim, existem algumas. Conforme já dissemos, com o estoque mínimo, torna-se necessário controlar com frequência o número de mercadorias disponíveis no estoque, isto é, a preocupação para se evitar possíveis rupturas se torna mais real e constante.

Para antecipar essas rupturas, poderá ser necessário adotar um padrão de inventário rotativo, isto é, um processo de contagem de estoque com uma periodicidade determinada pela empresa.

Profissionais de logística precisam entender sobre o estoque mínimo para evitar a ruptura dos estoques, ou seja, a falta de produtos. Esses níveis de estoque precisam estar atrelados à previsão de demanda, que pode ser feita através de métodos manuais como o que abordamos no conteúdo.

No entanto, através da tecnologia, todo esse processo pode ser mais simples.

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